22 de maio de 2026 Meu Apê

Apartamento novo: como transformar o primeiro imóvel em um lar com identidade e planejamento

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Arquiteta Isadora Voltarelli explica o que priorizar na hora de mobiliar um apartamento novo, como conciliar estilos diferentes e quais escolhas fazem diferença no conforto e na valorização do imóvel

O sonho do apartamento novo

Mudar para um apartamento novo é um dos momentos mais marcantes na vida de um casal. Entre expectativas, decisões e investimentos importantes, surgem dúvidas comuns: o que comprar primeiro? Como unir estilos diferentes? Vale investir em planejados logo no início? Para ajudar nessa fase, conversamos com a arquiteta Isadora Voltarelli, conhecida carinhosamente como Dodo, que compartilha orientações práticas para transformar o imóvel em um lar funcional, acolhedor e com identidade própria.

Planejamento para o presente e para o futuro

Planejamento de um apartamento novo para o presente e o futuro

Para Dodo, um dos erros mais comuns de casais que estão mobiliando o primeiro imóvel é pensar apenas no curto prazo. “Gosto de provocar os clientes a pensarem um projeto que os atenda em várias fases e momentos. As escolhas de hoje precisam atender a família por pelo menos cinco, dez anos”, explica.

Além de facilitar a adaptação ao longo do tempo, esse planejamento também contribui para valorizar o imóvel e evitar gastos desnecessários com mudanças futuras.

Como unir estilos diferentes sem perder personalidade

Quando duas pessoas passam a morar juntas, é natural que existam preferências distintas. A arquiteta aconselha a priorizar que realmente importa no dia a dia. “Recomendo pensar primeiro em funcionalidade, depois em estética. Analisar o que é essencial na rotina dos dois e começar por aí.”

Estilos diferentes sem perder a personalidade

Uma estratégia eficiente, por exemplo, é manter a base do projeto neutra, piso, teto e paredes, e trazer personalidade por meio da decoração. Esse equilíbrio permite mudanças ao longo do tempo sem grandes reformas. “A decoração não precisa ser casada com a arquitetura. Ela precisa carregar sentimentos, histórias e reflexos das vidas que ocupam aquele lugar.”

Uma das recomendações mais importantes é pensar no papel de cada peça dentro do projeto. “Sempre avaliar se existe um lugar específico para a peça e se ela realmente vai fazer diferença no conjunto.”

Isadora Voltarelli arquiteta

Isadora ressalta que objetos afetivos são essenciais na construção de um lar. “Peças herdadas da família, souvenires de viagens, porta-retratos e paredes com fotos contam a história dos moradores.”

Além de econômicos, esses elementos tornam o ambiente único e cheio de significado. “Peças que contam a história dos moradores, objetos ligados a hobbies pessoais, lembranças de viagens e livros mostram quando o espaço realmente virou um lar.”

O que priorizar na compra dos primeiros móveis do apartamento novo

O que priorizar na compra de um apartamento novo

Na hora de montar o imóvel, funcionalidade, estética e durabilidade devem caminhar juntas. “Os três fatores devem ser levados em consideração e coexistir para que a compra faça sentido. Essa tríade é a base da arquitetura.”

Entre os itens indispensáveis no início, a arquiteta destaca elementos de uso cotidiano, como espelho, cabideiro e cortinas. Já itens decorativos podem ficar para uma segunda etapa. “Quadros, almofadas e tapetes podem esperar um segundo momento.”

Marcenaria planejada vale a pena logo no começo?

Para a arquiteta, vale a pena investir em móveis planejados especialmente nos ambientes essenciais da casa. “Vale a pena investir na cozinha, nos armários dos quartos e banheiros. O restante pode funcionar muito bem com mobiliário solto, como o rack da televisão.”

Outra dica são os móveis flexíveis. “Móveis flexíveis ajudam muito: sofá com encosto modular para sentar dos dois lados, mesas que abrem e fecham e puffs que também funcionam como mesa de centro.”

Iluminação: o detalhe que transforma o ambiente em lar

A iluminação é um dos elementos mais importantes para o conforto do espaço. “As pessoas costumam confundir e acham que luz branca é mais eficiente. Isso é um engano. O que manda é a especificação da intensidade da luz e não a cor. Em interiores, sempre usamos luz amarela. É a luz mais confortável e saudável.”

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